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Ouvir música recupera memória de quem sofre de Alzheimer

26jan

Cinquenta pesquisadores britânicos, que participaram de um longo estudo, confirmam: deixe os pacientes com demência/alzheimer ouvirem suas músicas favoritas. Isso pode resgatar parte da memória perdida e trazê-los de volta à vida.

Os especialistas também sugerem que as pessoas em geral devem aprender a tocar instrumentos. Eles acreditam que isso pode evitar o ataque de demência.

As evidências encontradas em pesquisas foram escritas por mais de 50 especialistas e apresentadas esta semana na Câmara dos Lordes, em Londres, para líderes de caridade, acadêmicos, políticos e deputados.

A responsável pelos estudos é a Baronesa Sally Greengross, diretora-chefe do Centro Internacional de Longevidade, que criou uma Comissão sobre Demência e Música.

Motivo

As pesquisas mostram que as regiões do cérebro, associadas à memória da música podem se sobrepor a regiões que ficam relativamente desconectadas pela demência.

“Pessoas com demência não tiveram contato com uma música significativa”, disse Sally Greengross.

“Eles muitas vezes vivem em um mundo silencioso, mas a música pode trazer uma pessoa de volta à vida”, diz.

Terapia musical

Os estudos revelaram que os pacientes com demência ainda podem entender e apreciar a música, mesmo que seu cérebro tenha sido gravemente danificado pela doença.

Ouvir suas músicas favoritas também pode minimizar os sintomas, como mudanças de humor ou comportamento, problemas de linguagem e perda de memória.

No entanto, apenas cinco por cento das casas de atendimento oferecem terapia musical – intervenções baseadas em música – como música ao vivo ou de rádio, o que significa que 320.000 estão sem ela no Reino Unido.

Memória de volta

Alguns pacientes recuperaram as memórias de forma mais clara ao ouvir músicas da época em tinham de 10 a 30 anos.

A Dra. Karen Harrison-Dening, da Dementia UK, disse:

“A música é cada vez mais usada para ajudar as pessoas com demência a reviver experiências passadas e aproveitar emoções poderosas. Pode proporcionar conforto e prazer e proporcionar uma maneira de ajudar as pessoas a se reconectar”.

Outra especialista, a Dra. Laura Phipps, da Alzheimer’s Research UK, acrescentou: “Ouvir ou tocar música pode ser uma experiência estimulante e social”.

Mulher reconhece o marido

Há poucos dias uma mulher com doença de Alzheimer severa reconheceu o marido – depois de ouvir sua música favorita.

Huguette, cujo sobrenome é desconhecido, foi para uma casa de cuidados especiais em 2014, quando sua demência piorou a ponto de ela não conseguir reconhecer os visitantes.

Mas, quando Huguette começou a ouvir músicas de sua juventude, ela começou a rir e sorrir, o que foi registrado num vídeo emocionante.

A Alzheimer’s Society relata que existem hoje mais de 850.000 pessoas que vivem com demência no Reino Unido e até 2025 isso aumentará para mais de um milhão.

Nos EUA, estima-se que existam 5,5 milhões de pessoas na mesma situação e um aumento percentual semelhante é esperado nos próximos anos.

 

Fonte:sonoticiaboa